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Piscicultura em tanques escavados - 7 Segredos
Piscicultura em tanques escavados - 7 Segredos

Como você deve selecionar o local onde será implantada a piscicultura em tanques.

Tenho uma área com nascente , o volume de água não é suficiente para tanques e a área é pequena?

A vazão requerida piscicultura em tanques deve ser de 8 a 12 litros / segundo / hectare. a temperatura ideal é de 25 a 28ºC, podendo oscilar de 20 a 30 o oxigênio dissolvido acima de 5 miligrama por litro. o pH na faixa de 6 a 9, sendo ótimo entre 7 a 8.

Como saber se minha terra e boa para piscicultura em tanques?

Tipo de terra Os melhores solos apresentam cerca de 38% de argila. Não se recomendam solos acima de 50% de argila, por outro lado, solos muito argilosos apresentam o risco de rachaduras, quando estiverem secos.

Como deve ser o local para construir meus tanques para criar peixes?

O ideal é que o terreno seja levemente inclinado, com uma declividade de no máxima 2 a 5%. Quanto maior o desnível maior será o volume de terra deslocado, consequentemente, maior será o custo de implantação. .

3 - Construção de piscicultura em tanques de terra

Preparação da área Fazer a limpeza da área antes de fazer a construção, da piscicultura retirando galhos, raízes e restos de vegetação. A localização dos tanques é feita obedecendo-se a topografia e com auxilio de nível topográfico. Deve-se respeitar a área de preservação permanente, no momento da definição do tamanho e do formato dos tanques de peixes.

Como fazer Tanques para peixes?

Os tanques para peixes devem ser construídos preferencialmente de forma retangular, acompanhando a curva de nível

Como saber se minha terra e boa para piscicultura em tanques

A profundidade deve permitir um nível de água de 1,2 a 1,5 metro, na parte mais profunda, e de 0,8 a 1,0 metro, na parte mais rasa. Em regiões mais frias, os tanques devem ser mais profundos. Os tanques de recria normalmente são menores que 1.000, e os tanques de engorda variam de 1.000 a 5.000 metros quadrados, podendo ser, em alguns casos, maiores.

A vazão da água pode ser regulada?

0 sistema de abastecimento ideal é o individual, permitindo um controle da vazão, sendo necessário um sistema de proteção tela mosquiteiro ou saco de malha fina, para evitar a entrada de peixes indesejáveis. Esvaziamento É necessário que cada tanque tenha o seu sistema individual de esvaziamento, de tal forma que permita o controle do nível da água. Nos tanques menores que 1.000 metros quadrados, pode utilizar-se do sistema de esvaziarnenta com cano de pvc 100mm nos tanques maiores que 1.000 metros quadrados, deve-se utilizar do monge com manilhas

como fazer a vazão da agua da piscicultura em tanques

Como fazer adubação tanques piscicultura?

4 - Calagem e adubação A adubação dos tanques da piscicultura tem a finalidade de produzir plâncton, sendo vegetais ( fitoplanctan ) e pequenos animais ( zooplancton ), dos quais os peixes se alimentam. Um bom crescimento de fitoplâncton ajuda no controle da qualidade da água, produzindo oxigênio por meio da fotossintese e absorvendo o excesso de produtos tóxicos que podem prejudicar os peixes. Para crescimento do plâncton, recomendam-se as seguintes dosagens de calagem.

O que é calagem na piscicultura? Quando a pH da água for inferior a 6,5, será necessário fazer a calagem. fazer adubação tanques piscicultura correção inicial 3.000 quilos de calcario por hectare

1 hectare tem quantos metros?

10000 metros quadrados Fazer manutenção adubação tanques piscicultura (correção de manutenção) = 1.000 quilos de calcario por hectare

Adubação de viveiros de peixes orgânica?

O esterco de bovinos é o mais utilizado, seguido do de suínos e aves. Fase de adubação piscicultura usar esterco de bovinos = 3.000 quilos por hectare ou esterco de suínos, 2.000 quilos por hectare. Manutenção adubação de viveiros de peixes usar esterco de bovinos 1.500 quilos por hectare ou esterco de suínos 1.200 quilos por hectare

Adubação quimica piscicultura?

Adubação quimica piscicultura os mais utilizados são o sulfato de amônio e o superfosfato simples. Fase de preparo do tanque = 130 quilos por hectare (sulfato de amônio) e 130 quilos por hectare (superfosfato simples). Manutenção adubação quimica piscicultura = 75 quilos por hectare (sulfato de amônia) e 75 quilos por hectare (superfosfato simples). O controle da fertilidade da água deve ser feita de uma a três vezes por semana, medindo a transparência com o disco de Secchi. A transparência

Oque é disco de secchi?

O disco de Secchi, criado em 1865 por Pietro Angelo Secchi, é um disco especialmente construído para medir a transparência e o nível de turbidez de corpos de água como oceanos, lagos, e rios. Tradicionalmente o disco vem montado em uma vara, corda, ou fita, para ser baixado, aos poucos, às profundezas das águas. O ideal está entre 20 a 40 cm. Quando estiver menos que 20 cm (água muito escura), deve-se suspender a adubação; por outro lado, se a transparência estiver maior que 40 cm, deve-se fazer a adubação de manutenção. As adubações serão suspensas quando ocorrerem as seguintes condições. temperatura da água inferior a 20o C; transparência menos de 20 centímetros; peixes buscando ar na superfície da água, no inicio da manhã.

O que os peixes comem?

5 - Alimentação o que os peixes se alimentam A alimentação dos peixes pode ser feita das seguintes formas: alimentação natural (plâncton) suplementação com subprodutos (milho, farelos, etc.) ração (farelada / peletizada / extrusada). A alimentação natural atende à necessidade de manutenção e crescimento dos peixes, no entanto, melhores níveis de produtividade requerem a utilização de suplemento alimentar ou, até mesmo, de ração balanceada. Neste caso, a ração é o item que tem maior peso no custo de produção,por isso o controle no fornecimento deve ser rigoroso, observando, principalmente, a temperatura da água, o tamanho, a quantidade e o peso dos peixes. Quando da utilização de rações, o fornecimento deve ser diário, distribuído duas a trez vezes ou ate 4

6 - Peixamento Recria O peixamento dos alevinos ( tamanho de 3 a 5 centímetros ) pode ser realizado em viveiros de terra ou em tanques - redes. Os alevinos normalmente são adquiridos embalados em sacos de plástico com água e oxigênio. A quantidade varia na embalagem, em função da espécie, do tamanho e da distancia a ser percorrida.

Como soltar alevinos no tanque?

No momento do peixamento, as embalagens dos alevinos devem ser colocadas na água, por um período de 10 a 20 minutos, de tal forma que a temperatura da água da embalagem e a do viveiro seja a mesma. Devido á disseminação de doenças, é recomendado que a água das embalagens não seja jogada dentro do tanques. Os alevinos serão recriados por um período de 30 a 40 dias.

Quantos peixes por metro quadrado tilapia?

Recomenda-se uma proporção que varie de 5 a 12 alevinos por metro quadrado. Os produtores que não detiverem conhecimento da tecnologia de recria devem adquirir os juvenis ( 8 - 12 centímetros ) para engorda, pois já passaram do período critico de produção.

Engorda de peixes em tanques?

O procedimento para o peixamento do tanque de engorda de peixes em tanques deve ser o mesmo da recria. A densidade de peixe por metro quadrado de lâmina d’água vai depender do sistema de produção adotado.

7 - Espécies Cultivadas

No Brasil, diferentes espécies de pescado são cultivadas, porque elas variam de acordo com as condições geográficas das regiões. A seguir são apresentadas informações sobre as principais espécies cultivadas em água doce no Brasil e outras ainda promissoras para aquicultura nacional: Tilápia Também conhecida como Nilótica, St. Peter, St. Pierre, Chitralada, Vermelha. Originária da África. Hábito alimentar:

Podem ser onívoras, herbívoras ou fitoplanctófagas, dependendo da espécie. Sistemas de cultivo: Pode-se cultivar tilápias em viveiros escavados, raceways ou em tanques-redes.

Aspectos produtivos: Chamada de “frango d’ água”, a tilápia é cultivada em 24 dos 27 estados brasileiros, é a espécie de água doce mais cultivada no país desde 2002. Os machos crescem mais que as fêmeas. Por esse motivo, os cultivos intensivos buscam a reversão sexual.

As fêmeas incubam os ovos na boca. Esses peixes superam variações de temperatura e se adaptam a concentrações de sal. Em 2006, o Ceará foi o maior estado produtor com 23,8%, seguido pelo Paraná com 16,5% e São Paulo com 14,2%. A tilápia é considerada o “carro chefe” da aquicultura continental brasileira.

Carpa Comum Também conhecida como Carpa Espelho, Carpa Capim e Carpa Cabeça Grande. Hábito alimentar: Onívora, herbívora e zooplanctófaga. Tamanho/peso: Podem chegar a mais de 100 kg. São normalmente comercializadas de 2 a 6 kg.

Sistemas de cultivo: Em sua maioria são cultivadas em viveiros escavados e, em muitos casos, consorciadas com outros animais ou culturas agrícolas, como o arroz. Aspectos produtivos: Foi a primeira espécie introduzida no Brasil para repovoamento e cultivo. Devido ao clima, os cultivos de carpas se concentram na região sul e sudeste, tendo como principal produtor (em 2006) o Rio Grande do Sul, com 47,6%, seguido de Santa Catarina, com 22,7% e São Paulo, com 16,9%.

Algumas espécies de carpas também são muito utilizadas na aquariofilia e em ornamentações. Tambaqui Origem: Bacia Amazônica. Tamanho/peso: Podem chegar a 45 kg e medir 90 cm de comprimento. Hábito alimentar: Na cheia, alimentam-se de frutos e sementes. Na seca, de zooplâncton. Na aquicultura consomem ração balanceada. Sistemas de cultivo:

O sistema mais utilizado para o cultivo dessa espécie é o viveiro escavado, mas também são cultivados em tanques-rede. Aspectos produtivos: Comporta-se bem no policultivo desde que seja a espécie principal.

Os principais produtores (em 2006) foram: Amazonas, com 19,2%; Rondônia, com 14,9%; e Mato Grosso, com 14,7%. A maior parte do tambaqui produzido é consumida nos mercados locais de suas regiões. Pacu Também conhecido como Caranha e Piratinga. Tamanho/peso: Podem chegar a 20 kg e medir 80 cm de comprimento. Hábito alimentar: Onívoras com tendência a herbívora. Alimentam-se de frutos, sementes, folhas, algas, raramente peixes, crustáceos e moluscos. Na aquicultura consomem ração balanceada. Sistemas de cultivo:

O sistema mais utilizado é o viveiro escavado, mas também podem ser cultivados em tanques-rede. Aspectos produtivos: Comporta-se bem no policultivo desde que seja a espécie principal. A região Centro Oeste se destaca na produção. Em 2006, o Mato Grosso participou com 48,1%, Mato Grosso do Sul com 14% e Goiás com 9,8%. Tambacu Origem: É uma espécie híbrida (fêmea de tambaqui e macho pacu).

Tamanho/peso: Podem chegar a 30 kg e medir 80 cm de comprimento. Hábito alimentar (em cultivo): Ração balanceada. Sistemas de cultivo: O sistema mais utilizado é o viveiro escavado, mas também podem ser cultivados em tanques-rede. Aspectos produtivos: O Tambacu, por ser uma espécie hibrida, superou as expectativas, ultrapassando suas origens, no caso do Pacu. Dentre os principais produtores (2006) estão: Mato Grosso com 47,6%, Mato Grosso do Sul com 12,3% e São Paulo com 9,4%. Pirarucu Hábito alimentar: Carnívoro. Peso: Podem chegar a mais de 200 kg e 3 m de comprimento. Sistema de cultivo:

O sistema mais utilizado é o viveiro escavado, mas já existem alguns experimentos em tanques-rede. Aspectos produtivos: Seu cultivo ainda é incipiente. Nos primeiros experimentos chegou a crescer mais de 6 kg/ano. Apesar de ser uma espécie carnívora, aceita bem ração com altos índices de proteína, desde que seja feito corretamente o acondicionamento alimentar. Sua carne não tem espinhos em ‘’y’’ e são comercializadas em mantas de pura carne. Apesar do grande interesse, o seu pacote tecnológico ainda não está totalmente definido, porém, é uma das espécies mais promissoras da aquicultura brasileira. Saiba mais sobre aquicultura no link do Sebrae: Piscicultura de Água Doce. Fonte: Sebrae.com.br

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